Lugar cheio de nós, fios, rastros e reentrâncias...tramas de palavras nem sempre opostas, guardadas, entre vírgulas e reticências...
domingo, 1 de setembro de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Ma(i)s querer(es)
Quase sentiu-me a respiração entrecortada. Parada de medo.
E de desejo.
Não posso ir além dos feixes de luz que saem de seus olhos e teimam em me queimar inteira, nem ceder ao cheiro que exala de teu corpo, invadindo e evadindo meus sentidos, provocando instintos animais.
Ma(i)s não posso querer.
Pois que dói, e dói de doer!!!
E aqui, na solidão dessas palavras inauditas que jorram de minhas entranhas como um gozo que não tive,
jazem apenas os quereres inconfessos de quem quase não pode mais.
Maria Lemke
quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Trago
(Um) trago(,) um risco a-guardado.
Segredo quase (in)confesso
escorr(end)o entre vãos, mãos e
frestas,
nas profundezas de um co(r)po meio vazio
Há inquietude prenhe de não-ditos
TU(do) em compasso de espera.
Aleg(o)ria mal disfarçada
Entre... promessa(s)
Quereres, querências.
Essência do feminino.
Possibilidade deixando de ser quimera.
Maria Lemke
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Rapidinha
Dizem que nada pode ser tão amargo quanto o amor.
Nem arrependimentos, fel, erros ou café.
Os meus, sem açúcar, por favor.
Maria Lemke
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Caos
...E quase toquei teu choro.
Parei ao vê-lo escondido na ponta dos teus dedos.
De longe, velo.
Me perdi na imensidão de um mundo brotado da sombra do que não se deve ter.
E quase...
pois que em mim tu(do) é assombro, espanto e medos
Desde a intensidade dos teus olhos,
até o degredo da palavra que resvala incontida no teu querer.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Recôndito
Virada de cabeça para baixo... trêmula, fremida... aguada. Escondida no cinza. Sem blues para acompanhar a sorte. Segura? Talvez sim... talvez não...
Foto: Maria Lemke
quinta-feira, 4 de julho de 2013
FICA: relatos e retratos da violência
Caros, muitos ainda não acreditam que vivemos num estado de violência... mas o descalabro é tanto que se torna cada vez mais visível.
Vejam o que acontece em Goiás com quem se manifesta!!
Vejam o que acontece em Goiás com quem se manifesta!!
Manifestantes, professores e alunos da UEG, durante o FICA, em Goiás, foram covardemente agredidos e presos... Veja o retrato e o relato
http://www.adufg.org.br/adufg/noticias.php?locNot=&ssc=0&id=3550&pg=0
http://www.adufg.org.br/adufg/noticias.php?locNot=&ssc=0&id=3550&pg=0segunda-feira, 17 de junho de 2013
Ideias
Ouviram do Ipiranga, da Paulista, da Av. Rio Branco, de Brasília, de Porto Alegre, de Curitiba, Salvador, da Espanha, de Portugal, da Alemanha, da Suécia, de Londres e de todos os lugares um brado retumbante. Não era Dom Pedro. Era o povo, a nação em cena. o Estado bem que tentou, inutilmente, calar aquela voz com cassetete e tiros. Não adianta: IDEIAS SÃO À PROVA DE BALAS!!
terça-feira, 11 de junho de 2013
À espera
Ok. Leio Elisa Lucinda, Maria da
Poesia
e ouço Ana Carolina.
Leio revistas femininas, umas mais ou
menos fúteis,
Às vezes busco inspiração pra enfeitar meu
lar.
Não sou mais balzaquiana:
sou loba
dizem que já comi a chapeuzinho.
Piloto fogão de salto alto,
Mas adoro andar descalça.
Medo de altura, tara por velocidade
Ando perfumada, mas conservo meu próprio
cheiro.
Sou emancipada:
Sei bem me virar sozinha.
Vibro, sou ave, suave, ávida.
Sou romântica, ecológica e
bem-humorada
Não perco uma piscadela.
Adoro conversa afiada,
olhares fagueiros, de soslaio.
Já fiz muita coisa hoje.
Rezei pro meu santo: pedi pra te
proteger de mim
Separei livros e contas a pagar,
organizei roupas, sapatos e bijoux,
lavei echarpes, lenços e pashminas
Provei lingerie nova.
Contrariada, constatei celulites.
Mas, nem tudo está perdido, mantenho a
cinturinha.
Um velho blues
embalou meu dançar solitário.
Diante do espelho,
fiz caras e bocas,
tudo isso sem calcinha.
Agora, rimas bolinam meus pensamentos e,
suavemente, sorvem meu corpo com vinho.
Enquanto você não vem.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Saia
Mulher
anda de saia...
lingerie pequeninha...
quase escondida entre as carnes macias
que roçam entre si
ahhhh, mulher!!!
quando o vento vem,
me leva a querer mais...
levanta algo...e não é sua saia apenas
mulher...ahhhhhh, mulher!
assim vc nunca vai ser cantada como mulher
de Atenas...
mulher...
dona do meu pensar...
verso obscuro... minha rima,
apetitosa... indecente
meu reverso
meu esperma, meu gozar
meu deleite,
quimera de prazer...
mulher...
tire sua saia
ou saia de meus pensamentos!!
Maria Lemke
domingo, 19 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
É-ter
Escrevo frases soltas. Deduzo e induzo a erros. Tenho fases. Dou voltas. Vou e volto fagueira. Ter-gi-verso meias verdades em palavras partidas ao meio. Uso pulseiras num pulso descompassado, um relógio marcando horas idas. Elos (des)com-passado(s). Meus aneis não cabem nos dedos.
Sete luas (t)em Saturno
Muitas a me gravitar.
Muitas a me gravitar.
Densa e venérea(,)
Vou a Marte.
Circular Mercúrio
Voo
Etérea
É-ter
Vênus brincando com (os) Er(r)os...
Vou a Marte.
Circular Mercúrio
Voo
Etérea
É-ter
Vênus brincando com (os) Er(r)os...
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Afago (,) ou me afogo (?)
Ou-vi
teus sons e olhos
(nus
crepuscular).
e
penso...e sinto
a poesia
e o afago,
o roçar
dos corpos,
à
distância,
quereres,
vontades
que não passam.
Prosas tecidas
em palavras não ditas,
a noite
entran(han)do no dia.
I-manto
pra aquecer
já é
madrugada,
(H)a(hhh)-fogo
na noite
fria (!!)
Maria Lemke
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A-cá(l)-maria
Sou a in-verdade do poeta. O medo do
deserto(r). O alimento regurgitado. A vela queimando na escuridão da noite. O véu cobrindo rostos. O gosto do amar(go). O dedo em riste. O rastro na poeira. O sorriso do palhaço. A forja do aço. Amaré, a-tormenta. Eu, a-ca(l)-maria (de) sua agitação. A menina dos olhos que vela, resvala (em) segredo(s), lamenta em silêncio, os meus dias, e os teus ais.
Maria Lemke
quinta-feira, 25 de abril de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
Dados
Joguei fora muitos escritos. Muitos continham antigas verdades, equívocos e enganos: engodos de minha memória fugidia e infiel. Joguei (fora) jogos de palavras e reticências, entre-meios prenhes de segundas intenções: lembranças de olhares enviesados. Entre apostos e apostas de quereres, letras trêmulas deixavam escapar o desalinho de versos toscos e imperfeitos lavrados em velhos pedaços de papel...
terça-feira, 16 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Ré-TORNO
Sou uma metade criada a partir de dois... sou dores nascidas de vários cacos de um só vidro quebrado(,) a rolar pelo chão... um não cheio de sim.... metade incert(ez)a. Certa de meus poréns, com tudo de todas metades e todos os nãos que há em mim.
Assinar:
Postagens (Atom)



.jpg)








