sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Fe(e)l


Saudade é como ressaca mal curada, manifestação de algum exagero. Erro do excesso. 
Vômito de sobremesa, de algo doce que sai, deixando por dentro um gosto amargo de fel.

Maria Lemke

domingo, 17 de abril de 2016

Field of Graves - or Feel(s)

Do you feel it? Can you feel it? Do you fell what a feel? 
 On day, we can go home, to a (c)old stone's place.
Let my heart go. Let the rest of my bones Rest In Peace. 
Because, grave, gray, is the day.
Maria Lemke

sábado, 9 de abril de 2016

Rapidinha XIII

Saudade, solidão e lembranças boas são essas coisas que te fazem olhar para o nada, te levam pro fundo do poço. 
Você reza pra que se dissipem rápido. Te consomem como a fumaça do cigarro que chega aos pulmões, faz estremecer suas mãos, toda sua carne e quebra até seu osso.

Maria Lemke

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

MorphEUs

Um dia você acorda de um sonho com um gosto meio doce e amargo na boca. Lembra de ter sentido pele com pele, boca com boca. Mais que isso. Sentiu as almas se entrelaçarem. Em êxtase, sentiu-se deus. Contente-se: foi real. Contenha-se: foi real enquanto dormias nos braços de Morpheus.

Maria Lemke

sábado, 30 de janeiro de 2016

MorrEU - ou sem figurações

Nem se morre de sede se não for por água doce.
Nem se morre de fome se houver algo para regurgitar
Nem se morre de saudade se não houver amor.
Nem se morre de emoção se o velocímetro não sobe. E sobre isso não há nada para falar.
Sem figurações, sem firulas. Só finAIS

Maria Lemke

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

(O)caso

Entre cacos de vidro, um caos (,) (n)um caso perdido.  Quem sabe num ocaso, num acaso desses, desdizendo minhas cacofonias, eu possa seguir meu caminho.

Maria Lemke