segunda-feira, 18 de junho de 2018

quinta-feira, 31 de maio de 2018

sexta-feira, 9 de março de 2018

Proscriptum

Rascunho e risco palavras cruzadas, cruas. Sem adereços ou endereço certo. Verdades nuas em linhas paralelas. Verbos apostos. Parênteses escondendo ré-talhos de memórias, histórias de desejos proscritos, vontades sufocadas, gritando e gemendo em meus escritos.

Maria Lemke

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Zênite



Autora: Maria Lemke

 Fotografia é a tomada da beleza por uma lente que se(-)quer (é) objetiva.

Maria Lemke

segunda-feira, 8 de maio de 2017

pH

A poda é importante. Pode ser periódica. Há diferentes tipos de poda: as de formação e as de emergência. Em qualquer dos casos, a planta fica revigorada e rapidamente sentem-se os benefícios da prática. Cuide bem das sua plantas e observe se não estão precisando de uma boa poda.

Maria Lemke

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Calo


Silencio... Grito por dentro, cada vez que me calo. Só eu sei onde o calo dói, onde a dor é doida, doída. Como sói ser a dor de quem se cala.

Maria Lemke

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Avant

Aventei a possibilidade de comprar um avental. O vento levou a vontade, tal como parte da intimidade estendida no varal.

Maria Lemke

quarta-feira, 15 de março de 2017

Pre(s)sente


No dia das mulheres ela disse: "Rosas que nada, quero aumento, uma boa chupada, puxão no cabelo, quadril arqueado e tals". Respondeu: "teu presente tá guardado", Cheio de T, pensou, "guardado que nada, nem disfarçar o volume do presente não consigo mais."

Maria Lemke

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Fe(e)l


Saudade é como ressaca mal curada, manifestação de algum exagero. Erro do excesso. 
Vômito de sobremesa, de algo doce que sai, deixando por dentro um gosto amargo de fel.

Maria Lemke

domingo, 17 de abril de 2016

Field of Graves - or Feel(s)

Do you feel it? Can you feel it? Do you fell what a feel? 
 On day, we can go home, to a (c)old stone's place.
Let my heart go. Let the rest of my bones Rest In Peace. 
Because, grave, gray, is the day.
Maria Lemke

sábado, 9 de abril de 2016

Rapidinha XIII

Saudade, solidão e lembranças boas são essas coisas que te fazem olhar para o nada, te levam pro fundo do poço. 
Você reza pra que se dissipem rápido. Te consomem como a fumaça do cigarro que chega aos pulmões, faz estremecer suas mãos, toda sua carne e quebra até seu osso.

Maria Lemke

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

MorphEUs

Um dia você acorda de um sonho com um gosto meio doce e amargo na boca. Lembra de ter sentido pele com pele, boca com boca. Mais que isso. Sentiu as almas se entrelaçarem. Em êxtase, sentiu-se deus. Contente-se: foi real. Contenha-se: foi real enquanto dormias nos braços de Morpheus.

Maria Lemke

sábado, 30 de janeiro de 2016

MorrEU - ou sem figurações

Nem se morre de sede se não for por água doce.
Nem se morre de fome se houver algo para regurgitar
Nem se morre de saudade se não houver amor.
Nem se morre de emoção se o velocímetro não sobe. E sobre isso não há nada para falar.
Sem figurações, sem firulas. Só finAIS

Maria Lemke

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

(O)caso

Entre cacos de vidro, um caos (,) (n)um caso perdido.  Quem sabe num ocaso, num acaso desses, desdizendo minhas cacofonias, eu possa seguir meu caminho.

Maria Lemke

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

LET-ais

Vontades coletivas, solidões individuais. 
Taças vazias, conversas paralelas, 
Alelos múltiplos, recessivos, 
c(r)omosSOMOS,
Verdades nuas, cheias de ais. 
Maria Lemke

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

TEMas

Não temas, um cálice não te fará mal, pois o vinho é o mais suave dos poemas.
Maria Lemke

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Rapidinha XII - BordeAUX

Embriagar-se com uma taça de bordeaux é sempre mais prudente, e interessante, do que mergulhar em gente rasa.
Maria Lemke